terça-feira, 3 de novembro de 2009

Comportamento em redes sociais é parecido com o da vida real, diz estudo

Comportamento em redes sociais é parecido com o da vida real, diz estudo
Pesquisa de Harvard, ainda em andamento, analisou uso do Facebook.
Análise indica que popularidade e timidez se mantêm nos dois ambientes.
Pesquisadores da Universidade de Harvard descobriram que o perfil dos internautas nas redes sociais é bastante parecido com o de suas vidas fora do ambiente virtual. Ou seja: se alguém é popular na universidade, é provável que essa pessoa também tenha muitos amigos no Facebook, MySpace ou Orkut. E se ela é tímida nas ruas, o mesmo comportamento será repetido nos sites de relacionamento.

As conclusões foram divulgadas recentemente pelo jornal espanhol “El País”, que teve acesso à primeira parte completa do estudo. Ainda em andamento, a pesquisa “Tastes, Ties and Time” -- restrita somente ao uso do Facebook -- teve início em 2006 e será realizada até o segundo semestre de 2009. Os quatro anos referem-se ao tempo do curso de graduação em uma instituição de ensino nos EUA, que não teve seu nome divulgado, onde 1.640 estudantes já participaram da pesquisa.


Estudou analisou uso do Facebook, para saber como internautas se comportam em redes sociais. (Foto: Reprodução )
“Em frente ao computador, acredito que as pessoas dizem muito mais a verdade do que mentem. Ainda que a gente coloque nosso melhor no perfil virtual, também é algo que fazemos na vida real, quando saímos para paquerar ou enviamos um currículo”, afirmou ao “El País” Marcos González, um dos pesquisadores do estudo de Harvard.


Afinidade
Ainda de acordo com ele, essa análise com 1.640 estudantes (1.446 com perfis públicos no Facebook, 152 com perfis privados e 42 sem perfis) indica que a raça pode ser um fator importante na hora de se relacionar socialmente no ambiente virtual.

Os negros têm mais contato com os negros, os orientais com os orientais e os brancos com brancos -- de acordo com o estudo, este último grupo é o que tem contatos racialmente menos diversificados. Os negros, ao contrário, tendem a se relacionar mais com outras raças. Um trecho do estudo ao qual o G1 teve acesso indica que, dos 1.640 voluntários analisados (97,4% com perfis no Facebook), havia 999 brancos, 343 asiáticos, 143 negros e 93 hispânicos, entre outros. Do total, 819 eram homens e 821, mulheres.

Outra curiosidade levantada pela primeira etapa do trabalho é o fato de as mulheres terem geralmente menos amigos virtuais que os homens. Além disso, os gostos culturais de um indivíduo pode ser determinante para a quantidade de contatos on-line que ele terá: os fãs de rock são mais populares do que os de música dodecafônica, por exemplo. “Isso sugere que o número de amigos depende da familiaridade que um usuário tem com a cultura daqueles que o rodeiam”, explicou González ao “El País”.

As redes sociais influenciam os consumidores a mudarem seus hábitos

As redes sociais influenciam os consumidores a mudarem seus hábitos
Todo mundo sabe que em tramites legais, questões que são de natureza técnica, jurídica e outros, só podem ser resolvidos através do Call Centers, mas, de uns tempos pra cá todos vocês já notaram que as redes sociais como Orkut, Twitter, Facebook e até vídeo no YouTube tem contribuído para elogios, reclamações, palpites e até mesmo demonstrações de brutalidade e muita raiva de consumidores insatisfeitos como o promotor de eventos Adriano Matias encontrou um jeito inusitado para chamar a atenção para o seu problema.
Mas, você sabe o porquê de alguém ir ao seu telefone e telefona para um Call Center? Com certeza não é pra perder tempo, não é pra anotar número de protocolo e muito menos ser atendido com indiferença não acham?

As redes sociais são muito mais chamativas para os consumidores que os Call Centers. Por quê? Vamos lá então a alguns motivos, 7 dias por semana 24 horas por dia aberto ali pra você “dizer” o que bem entender e a repercussão é imediata e garantida.

Muitas empresas antenadas na tecnologia atuais gente estão praticamente batendo ponto nas redes sócias só pra ver o que estão falando de suas marcas. Há atendimento nota 10 em muitas empresas no Brasil, mas, nem sempre você tem coragem de falar cara a cara o que falaria, por exemplo, no Twitter se é que me entendem.

Muitos preferem ir logo ali, no computador, onde se tem uma platéia enorme de uns 18 milhões de pessoas no Orkut, por exemplo, a ficar no telefone passando de atendente em atendente sem ser escutado e ainda por cima ter o telefone desligado na cara e ainda acreditar que a ligação caiu. Muito mais fácil também é ir ao Twitter e abrir o verbo pra 2,6 milhões de pessoas ou falar abertamente para mais de 1,5 milhões de pessoas no Facebook.

Várias empresas já criaram seus canais em redes sociais como, por exemplo: Americanas, Dell, Symantec, FVJ Aracati e várias outras. Já se tornou um clássico do marketing o caso da Nescau que se curvou mesmo ao movimento feito no Orkut para “reviver” o velho Nescau.

Redes Sociais e a interação com o mercado

Redes Sociais e a interação com o mercado
http://www.oficinadanet.com.br/artigo/2095/redes_sociais_e_a_interacao_com_o_mercado
Redes sociais são modelos de relacionamentos criados ou expandidos a partir de ferramentas da internet, com o objetivo de conectar pessoas de todo o mundo por meio de suas afinidades, gerando amizades, comunicação e vínculos sociais. Essa experiência se dá pela criação de perfis com exibição de textos (pensamentos, comentários, etc.), imagens, músicas, fotos e vídeos pessoais.

Mais do que a exibição de um perfil, as redes sociais buscam um novo comportamento das pessoas para garantir compartilhamento de idéias e colaboração mútua. Não obstante os aspectos citados acima, é preciso destacar ainda que a opinião de cada indivíduo é cada vez mais valiosa, e que através das redes sociais, podemos aprender a ouvir nossos amigos, clientes, colaboradores, fornecedores, comunidade local e concorrentes, para que possamos entender suas opiniões, peculiaridades e características.

A palavra de ordem das redes sociais é interação. Comparando a internet com outros meios de comunicação em massa como televisão, rádio e jornal, estes deixam muito a desejar na interação com seu público.

A experiência única de rever amigos distantes, ou conhecer pessoas que curtem e conhecem coisas que também admiramos, é feita por meio de páginas da internet onde as pessoas se cadastram, tornando-se membros e passando a compartilhar sua vida ou parte dela com outras pessoas.

Vale ressaltar, também, que as redes sociais estão promovendo desenvolvimento social, idéias inovadoras, novos valores e atitudes. Pessoas acostumadas ao silêncio estão agora colocando a boca no trombone e enfatizando suas opiniões. A difusão e o acesso à informação tornaram-se muito mais democráticos.

Houve um caso muito interessante outro dia em que uma amiga estava contratando um buffet para uma festa. Ela conheceu o lugar, verificou as instalações e acertou o orçamento, mas antes de assinar o contrato, procurou no Orkut pessoas que já haviam promovido festas no mesmo lugar. Nessa busca, descobriu comentários de vários clientes sobre os pontos fortes e fracos do buffet. A decisão por fazer ou não a festa no local foi definida, desta forma, através das experiências compartilhadas pela internet com pessoas que já haviam utilizado o local. Finalmente, minha amiga desistiu do negócio e optou por outro buffet com feedbacks mais positivos no Orkut.
Quem usa?

Com todo esse sucesso e mais e mais pessoas aderindo à novidade, as empresas e pessoas públicas começam a perceber que as redes sociais são uma valiosa ferramenta de publicidade, com retornos muito expressivos. Percebendo nelas a chance de um bom negócio, algumas empresas estão contratando mão-de-obra voltada especificamente para a comunicação via redes sociais, buscando se firmar nesse novo mercado.
Veja alguns casos reais:

• O Presidente dos EUA, Barack Obama, usou as mídias sociais a seu favor, durante a sua campanha à presidência e também depois de eleito.
• O governo britânico incentiva seus soldados a utilizarem redes sociais para que mantenham contato com familiares e amigos. No início, os soldados precisavam de permissão para acessar sites de relacionamento – mas depois, foram liberados até mesmo para relatarem experiências no exército.
• Os bancos criam discussões e iniciativas para adentrar as redes sociais, pois sabem que seus clientes estão cada vez mais engajados em canais de comunicação de caminho duplo.

Uma finalidade também muito interessante para as empresas é saber o que estão falando sobre sua marca ou produto. Ao entrar em qualquer uma dessas redes e buscar o nome do produto ou marca, é possível tomar conhecimento de muitas informações desconhecidas internamente pela organização.
Redes sociais e a indústria da moda

Em relação à indústria de moda e vestuário, que no Brasil investe cada vez mais intensamente em projetos na internet, como lojas virtuais, são poucas as marcas que chegam perto da popularidade de personalidades e celebridades nas redes sociais. Contudo, ao observar um ranking do Twitter organizado pelo número de seguidores, é possível ter uma noção de como algumas grifes estão à frente das outras.

Ranking de marcas no Twitter:
17ª - Nike - http://twitter.com/nikebasketball
50ª - Adidas - http://twitter.com/adidasrunning
79ª - Armani - http://twitter.com/armaniexchange
95ª - Wilson - http://twitter.com/WilsonTennis
96ª - Osklen - http://twitter.com/Osklen
109 - Puma - http://twitter.com/PUMAGolf
156ª - Havaianas - http://twitter.com/Havaianas
183ª - Renner - http://twitter.com/lojasrenner

(Fonte: Clube de Criação de São Paulo: http://www.ccsp.com.br/ultimas/noticia.php?id=41256)

De ferramentas voltadas para interconectar pessoas ao redor do mundo, as redes sociais estão se tornando uma aposta cada vez mais comum para construir e manter relacionamentos sólidos com clientes, prospects, parceiros e colaboradores – seja para criar novas oportunidades de negócios, intensificar a fidelização de clientes ou fortalecer a marca.

O crescente número de internautas interessados em acompanhar novidades sobre diversas empresas mostra que a estratégia pode trazer grandes resultados. Até mesmo para a indústria brasileira de moda, que aos poucos supera a desconfiança desse mercado diante das novas formas de relação comercial que surgiram após a popularização da internet.

FONTE: B2B Magazine
*Samuel Gonsales é gerente executivo da Millennium Network, especializada no desenvolvimento de sistemas corporativos para a indústria e o varejo dos setores de moda e vestuário